Essa tal Felicidade

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Provérbios 28:14a “Como é feliz o homem constante no temor do Senhor”

Ser feliz talvez seja o maior anseio do ser humano, porque para ser feliz é preciso que alguns requisitos sejam preenchidos; necessidades têm que ser satisfeitas, planos concretizados e sonhos realizados. Parece muito.

Nossas necessidades são infinitas se considerarmos que quando conseguimos obter alguma coisa que precisamos, logo em seguida, ela nos parece insuficiente e já nos sentimos carentes de mais. Um exemplo banal: queremos ter uma casa própria, o que pode ser um desejo justo e real em nosso mundo, pois precisamos de uma casa para chamar de nossa e fazer dela o nosso cantinho. Mas se temos uma casa térrea, logo queremos outra com dois pavimentos; assim os quartos ficam distante da cozinha com seus aromas e das salas com seus barulhos. Compreensível? Claro que sim.

Se comprarmos um carro, logo precisamos de outro; com mais portas, mais espaço ou mesmo porque precisamos mais um: para o marido, o filho, a filha, a nora, o neto e por aí vai. O mundo capitalista criou em nós múltiplas necessidades que precisam ser supridas com os produtos disponíveis no mercado. São tantos produtos cuja falta faz com que nos sintamos carentes, incompletos, apartados.

E quanto à necessidade que temos de construir uma família, onde todos também sejam felizes? Qual o pai ou mãe que pode ser feliz se o seu filho, bem maior nesta terra, estiver doente, triste, desempregado?

E nossos projetos pessoais de ser bem sucedido profissionalmente; fazer um bom casamento (onde os pares se entendam, se amem, não discutam por causa do orçamento); chegar a idade da aposentadoria com alguma sobra de saúde, suficiente para realizar mais coisas que não foram possíveis por causa da pressa e da falta de tempo!

Passei correndo por uma quantidade mínima de necessidades e desejos que construímos, de modo até um pouco ilusório, porque seria cansativo mais do que isso e o espaço é pequeno para tanta reflexão.

O Senhor Jesus ensinou que não precisamos nos preocupar tanto em satisfazer nossas necessidades terrenas porque Deus providenciaria o que precisamos ( Mat. 6: 28-33), desde que nos aproximemos Dele.

Não sei se é possível ser feliz sem buscar a Deus e o seu reino de Amor e Justiça. Entendo que não. O salmista, no capítulo 73, observa com amargura a prosperidade e bem estar dos ímpios, enquanto ele atravessa um período de sofrimento, mas, após lamentar essa constatação admite que o fim daqueles fosse diferente do seu.

A felicidade é posta como um estado contínuo de bem estar e alegria e vejo que isso não é possível sem Cristo; Ele nos concede a Paz que excede nossa compreensão. Se restar dúvidas sobre isso basta olharmos ao redor para ver a amargura de vidas sem Jesus: morte, dor e sofrimento estão na pauta, mesmo dos que são prósperos e poderosos.

A vida dos crentes em Cristo também pode ser marcada por circunstâncias contrárias a satisfação de necessidades e sonhos pessoais, familiares e comunitários, mas mesmo assim podemos ser felizes porque Ele está conosco. “Estarei sempre com vocês”( Mat. 28:20) é uma das promessas que fez.

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